quinta-feira, 26 de março de 2009

PRAÇA VEGAN - SP/BRAZIL

PRAÇA VEGAN – O MANIFESTO
São Paulo, 26 de Março de 2009 – Brasil – América Latina, para o universo!

Do espaço público e seus conceitos:
Hoje a sociedade se encaixota em limites que ora fora limitados por paredes emocionais, e que agora, os limites passaram a ser construídos de concreto. Podemos, portanto, entender por público aquilo que é de domínio de todos, sem que haja um único possuidor. Público, se opõe ao privado em todos os sentidos. Dá tonalidade de serventia a todos e de todos emana a possibilidade de uso. Ontem, hoje e sempre sabemos que esses espaços, muitas vezes, representam apenas pontes de passagem dos nossos trajetos cotidianos. Lugares por onde andamos, que não é meu, nem seu. Uma ponte entre o privado e o privado. Espaço público, portanto, tornou-se um meio esquecido de convivência. Um meio esquecido de transformação.

Da apropriação do todo, para o todo:
Não é de hoje que estamos, pouco a pouco, se apropriando do espaço público. É bem verdade que originalmente, tudo assim o era. Fomos com o passar da história e de suas entrelinhas, demarcando os espaços. Cercando e limitando o acesso aos demais, em detrimento daqueles que “chegavam” primeiro. Eis que vivemos hoje em grandes cidades. Colossais monumentos que exaltam o dito progresso, que erguem-se diante dos nossos olhos e nos aniquilam por completo. A vida perde valor, e onde ela existia, agora encontra-se uma placa: Ocupado a serviço da Capital. E quando não é assim, os espaços são resguardados dentre tanta fumaça, concreto e poluição, como verdadeiros aquários. Verdadeiros bolsões de vida e que talvez, queira nos deixar subjetivamente claro o que nós tínhamos antes da nossa avassaladora civilização chegar. Talvez apenas com um “exemplo” do que é uma árvore. E isso talvez aconteça justamente para que os nossos filhos possam saber, ao menos, o que é uma árvore ao vivo, e não só imagens ilustradas em livros didáticos. De fato, não estamos lidando mais com uma dita “selva de pedra”. Hoje, é muito mais viável aceitarmos o fato de estarmos em um zoológico enorme: A cidade. Colocamos em jaulas alguns animais para que possamos observar. Colocamos em praças algumas árvores para que possamos admirar. Fatalmente, a cor cinza esta contaminando cor verde. E cada ponto verde que hoje é visto, soa quase que como um verso rebelde em confronto com o cinza. Faremos, portanto, do cinza o verde. E do verde, uma grande poesia.

Da intervenção:

Não fora idealizada como um meio de segregar. Não fora idealizada como um meio de limitar. Ontem, apenas um lugar que os olhos dos empreendedores visariam lucros absurdos. Hoje, talvez um engodo para a vida. Dia 26 de Março de 2009 uma referência é dada como um ponto de encontro. Um local que fora esquecido pela sociedade que hoje, passa a ser conhecida. Conhecida, e ocupada. Conhecia e utilizada. Conhecida e reciclada.
Amanhã São Paulo acorda com um V no coração. Um V que será e poderá ser visto do mundo inteiro, graças aos modernos e destruidores moderadores de visualização, vulgo satélites.
V de Verde.
V de Vida.
V de Vingança.
V de Vegan.


Vegan que aqui, serve também para renomear esta praça e se relaciona diretamente, em seu conceito central, como a luta contra a Sociedade de Consumo, que por sua vez, culmina com a exploração animal de todas as espécies, sejam elas humanas e não humanas.
O público é nosso e façamos dele, o nosso espaço. Você de qualquer espécie, de qualquer gênero, de qualquer religião, de qualquer raça*, de qualquer idade, de qualquer atividade que desenvolva na sociedade e de qualquer qualquer, esteja à vontade para simplesmente passar, para simplesmente admirar, para simplesmente ignorar, para simplesmente intervencionar, ou para simplesmente...


COORDENADAS:

Seguir Av. Paulita sentido Consolação. Atravesar a Av. Consolação e continuar na Av. Paulista. Desta forma, a próxima praça à sua esquerda é a PRAÇA VEGAN!





Um comentário:

CONTOS DA SEREIA disse...

Tá faltando isso... Ahhh! Tá faltando isso aqui!!!